quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Procuro

Olho para os lados
Jogando dados
No meio do escuro
Eu lhe procuro...

Na minha solidão,
Na busca em vão,
De lhe encontrar
E de lhe tocar.

Mas não há você
Nem mais dias,
Só as ruas vazias
E desejo de ter.

domingo, 23 de setembro de 2012

Deixe


Deixe acabar o dia
Deixe morrer o sentimento
Deixe de lado a poesia

Venha e abrace a escuridão
Deixe o Deus do Abraão
Um Deus que lhe abandonou
O que você nunca desejou

Venha e cuspa na cruz
Abandone esse Deus desleal
Você é apenas um mortal
Deixe o Deus de luz

Trata você como ser sem paz
Desde muito tempo atrás
Ele matou seu próprio filho Jesus
Com muita dor numa cruz

Liberte-se desse Deus egoísta
Desse Deus individualista
Deus que vai chorar
Quando você abrir os olhos e olhar.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A Atriz No Palco

Os versos estão escritos
Na árvore morta
Sem beleza exposta
Em noite de dores e gritos.

A atriz no canto se produz
Nessa noite sem luz
Sem o prazer forte
Que a mesma deviria sentir
Ao representar com a morte.

Será a primeira vez da atriz
Nesse palco infeliz.
Nesse teatro sem espectadores
Com cheiro de flores.

Nesse teatro do submundo
Os versos são mortais
Fazendo os atores desleais
Nesse inferno profundo.

O som do piano de bela harmonia
Com barulho do tormento.
Ela espera a luz do dia
E o sobro do vento
Nesse palco sem vida.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Na Manhã do Sábado


Na manhã do Sábado
Debaixo do céu nublado
O corpo no chão sangra
E a mãe por justiça clama.

Uma criança morta
Em acidente assustador.
A multidão esta a sua volta
Vendo a cena de horror.

Uma mulher que tenta consolar
Uma mãe desesperada
Que não parava de chorar
Vendo morta a filha amada

Olho para a menina
Lembro-me de como era linda,
Mas a beleza foi acabada
Ela se encontra despedaçada.

Ela não verá o sol nascer
Nem poderá mais sonhar,
Nem voltar para o seu lá,
Só restará ao seu corpo apodrecer.

sábado, 8 de setembro de 2012

Terça-feira, 09 de Novembro de 2009


Estão todos irreconhecíveis
Misturados...

Estão todos em cinzas,
Cremados...

Estão todos mortos,
Acabados...

Gêmeas


Nascem crianças mortas
Nesse dia de loucuras
E são fechadas as portas
Para essas almas puras.

Elas nunca gritaram
E nem respiram irão,
Pois cadáveres já são,
Juntos em mesmo caixão.

O caixão é de papelão.
A mãe não sente a dor da emoção
De vê as crianças juntas enterradas,
Para todo sempre abraçadas.

São enterradas no maldito terreno
Em um túmulo pequeno
Para serem pó e desaparecerem
E um dia a sociedade às esquecerem.

Sábado, 30 de Janeiro de 2010


Em noite de neblina
Espero-lhe menina
Na paisagem abandonada
No lugar marcado.

O tempo passando,
Você aqui não aparece.
A minha mente enlouquece
E eu fico agonizando!

Procuro sua imagem
Na paisagem escura
Nessa noite de Sábado.

Estou em buraco cavado
Pelos os meus desejos
Da doçura dos seus beijos.

Fracasso!


O tormento do fracasso,
De uma vida levado ao acaso,
Do sabor do desespero
Da não realização do desejo.

Sinto o terror da lamentação,
Como fogo queimando sem perdão,
Em inferno sóbrio presente,
Com chama negra quente.

Sinto o sabor da distancia da conquista,
O desespero estampando na lista
De um humano desgraçado
Que se sente amaldiçoado.

Sinto o terror da pulsação
Da mente humana em decomposição
Que busca uma cura,
Para essa dor grande e dura.

Sinto o sabor da morte que escureceu,
De uma vida que nunca nasceu.
Que foi desejada,
Mas não concretizada.

Sinto o terror da solidão dos meus fracassos,
Do que SOU levado em braços,
Para o caminho desconhecido por mim
Com precipício em seu fim!

10 de Maio de 2010


O que você esta fazendo?
Consumindo a sua vida
Tornando desgraçada e perdida,
Conscientemente perdendo.

Nessa chuva de água quente
E dançando a musica nada atraente
Tocada pelos miseráveis sonhadores
Do inferno dos amores...

Venha e sinta o ar desse vento,
Pois ele esta ao seu favor
E irá esfriar essa paixão e dor
Que lhe consome como corvo lento.

Venha beber da bebida do prazer
Que essa vida lhe proporciona,
Que o tolo humano abandona
Para viver de algo que não pode ter!

Venha conhecer o que é ser feliz,
Venha e conheça o que sempre quis:
Uma felicidade que é real,
Que é presente e carnal!

22 de Julho de 2010


Essa noite esta linda
Marcada pela beleza da lua
E a sua totalmente nua,
Minha doce menina.

Você para mim Dançado
Sobre os efeitos do vinho
E do meu carinho.
Ouço o pássaro da morte cantado!

Momento de total apreciação
Da minha menina mortal
Proporcionando-me algo especial,
Até então, desconhecida emoção!

Desde agora você pode saborear
Do sangue desse ser imortal
Nessa noite sem igual
Que estou a lhe proporcionar!

Levarei você para lugares desconhecidos,
Poderá realmente me conhecer,
Mas para isso você terá que morrer.
Da sua voz ouço gemidos!

Venha, lhe darei abrigo
No meu mundo obscuro
Um ambiente escuro
Criado por um inimigo!

Para Barbara!


Já eu sou aquele que vive no mundo da escuridão.
Aquele tem a vida na parte do norte
Esperando o dia da minha morte,
Sentindo e sofrendo as dores de coração!

Sou aquele castigado todos os dias,
Por não ter a felicidade da sabedoria!
O desprezo dos conhecimentos
Distante de mim em todos os momentos.

Sou aquele que sente vontade de chorar
Mas nem mesmo consegue lagrimas produzir.
Sou aquele sem destino para poder seguir,
Aquele que aprendeu a dor saborear!

Sou aquele que nunca aprendeu a conjugar o verbo amar,
Nessa vida cheia de prazeres desconhecidos por mim!
Vida imunda e não para os que estão felizes a passar,
Que não sabem que os meus olhos esperam fecharem no fim!

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A Vingança

Sou o anjo negro, sou a sua morte,
Você irá morrer, não é tão forte...
Não faça isso, não adianta chorar,
Não, agora é tarde para lamentar.

O cemitério será o seu novo lar
Onde a eternidade você estará
Digno de um desgraçado imundo,
Você não mais ficará nessa mundo.

Quero ouvi a canção das suas dores,
Que me dar prazer como as flores,
Alguns acharam triste o seu fim, 
Mas tenha certeza, não será para mim.

Eu sou a sua morte, e vim lhe buscar,
Hoje é o seu fim, vim te matar,
Vim sentir a prazer da vingança,
Sinta a dor provocado por essa dança.

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