domingo, 26 de outubro de 2014

Lágrimas da Minha Pequena Princesa

Chore minha pequena princesa
Neste noite que sempre será lembrança
Pois a morte não é uma simples dança,
Então chore como suas lágrimas da tristeza.

Chore, pois o amanhá irá nascer
E Ela não mais voltar poderá.
Sinta o cheiro das rosas que estão no ar
E acredite no que você está à ver.

Chore minha pequena realeza,
Pois a morte é uma desgraça evidente.
Daqui para frente estarei ausente,
A sua falta será de eterna grandeza.

Chore minha pequena criança
Hoje não é necessário ser forte,
Apenas sofra a dor da morte,
Mas beba do vinho da vingança.


22 de Outubro de 2014
Recife/PE

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Correntes...

Estou preso em meu quarto
Ouvindo canções vindas do alto
Triste e de uma eterna beleza
E que me gera tristeza.

Quero voar pela janela,
Mas estou acorrentado.
Sou um ser não mais alado,
Preso olhando para uma vela.

Meu quarto é iluminado pela chama.
Graças a ela posso vê as paredes e minha sombra.
Minha sombra é minha única companhia
Desde à muitos dias.

As correntes, não consigo ver,
Mas sei que estão aqui
Já que não mim deixam ir
Em busca do meu prazer.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

17 de Outubro de 2007

O rio corre lentamente
Levando flores flutuantes
Para lugares distantes
Da minha vista e mente.

Fica a minha imagem
Refletida na água escura.
Imagem sem coragem,
Fria, trêmula e muda.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Jardim Assombrado II

Que bom que você esta aqui
Pensei que não iria aparecer.
O que seria de mim sem você?
Posso agora pelo menos sorrir.

Como você esta linda
Iluminando a escuridão
E os meus passos nesse chão,
Onde triste vago ainda.

Ando nesse imundo jardim,
Neste lugar grande e sem fim
Onde todos estão sofrendo
Por não mais estarem vivendo.

Ouço o som dos gritos,
Um som que dói bastante.
Todos os lados são uma fonte
Desses gritos e gemidos.

Ando na estrada longa
Com passos curtos todos os dias
Junto de uma alta tonta
Com destino de ser companhia.

Sorte minha tê-la do meu lado.
Ela foi um presente dado
Para não viver em solidão,
Neste mundo da escuridão.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Sexta-Feira, 20 de Novembro de 2009

Gostaria de lhe dar flores
De diversas cores
Para lhe agradar
Para você me amar.

Mas não,
É em vão!

Hoje o ódio predomina
Nos olhos da minha menina.
Triste para mim
Ver você assim.

Sinto a dor da tortura
Não passo de mortal criatura.

Vago em uma rua vazia
Após triste dia.
Sonhando acordado
Com você do meu lado.

Sonho em lhe ter,
Mas não irei poder.

O tempo esta passando
Como se estivesse voando.
Gostaria de fazer o tempo voltar,
Mas o que posso é desejar.

O passado é de boas lembranças,
Mas não voltaremos a ser crianças.

Sinto que a cada dia
Você esta se distanciando
Como um pássaro voando
E me deixando em agonia.

Oh, querida Andressa!
Só lhe peço que não me esqueça.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Ato Dois

Senti a sua falta,
Nessa noite fria e calma.
Quero por mais uma vez lhe ter,
Possui-la e ter prazer.

Como você esta linda!
Sua pele me fascina,
Seu corpo gelado me provoca
Sensações que me devora.

A sua morte me incita.

Lembro-me do seu corpo sangrando,
Lembro por causa das dores você gritando
E eu olhando esperando você morrer,
Só na morte você me daria prazer.

Que pena que o tempo esta a lhe consumir.

O teu corpo se degrada,
Os pássaros negros se alimentam
Da carne podre que esta sendo gerada.

Hoje realizo as minhas vontades,
Apreciando a noite e um cadáver,
De uma mulher adorável,
Que sonhava com a liberdade.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Ato Um

O sangue jogado no chão,
O corpo esta no realento
Feito nuvens ao vento
Como um solitário trovão.

Esfaqueado na noite de terça
Encontrado na sexta.
Um sabor gostoso,
Um cheiro tenebroso.

O sol já estava indo.
Eu Tocava a pele macia
E imaginava a agonia,
No momento dessa vida caindo.

Com meus lábios toquei no rosto sujo,
Os olhos parados e duros,
Olhando sem brilho algum,
Para mim o mortal nada comum.

Senti prazer em tocar aquele corpo imundo,
Foram prazeres que marcaram cada segundos.
Deitei aquele que cheirava forte,
Que matei por não cumprir a minha sorte.


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